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Saiba como é definida a perda total de uma carga

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Para que a contratação de um seguro para o transporte de carga atenda às necessidades da empresa é fundamental conhecer os diversos aspectos que envolvem o pagamento de indenizações. No Brasil, há um imenso destaque para os riscos que envolvem o frete rodoviário, como a constante ameaça de assaltos e furtos, além das péssimas condições das estradas. No entanto, o transporte ferroviário, o aéreo e o aquaviário, embora com menores riscos, apresentam um índice elevado de perdas quando há a ocorrência de sinistros.

 

Para o contratante, independentemente do modal, o que importa é o recebimento da indenização – principalmente em caso de perda total –, conhecida também no mercado segurador como PT. Saber exatamente o que está segurado e qual é o conceito de “perda total” oferece à empresa maior tranquilidade. Já para a companhia de seguros, fornecer a informação de forma clara evita litígios e garante a satisfação do cliente.

Como é definida a perda total de uma carga em caso de avaria comprovada?

Regras rígidas para casos de perda total

As regras sobre o conceito de perda total são definidas pela Superintendência de Seguros Privados (SUSEP) – autarquia do Ministério da Fazenda que regula o mercado segurador. O órgão destaca que a PT se configura quando o prejuízo a ser indenizado é igual ou superior a 75% do valor que consta na fatura comercial ou no documento fiscal equivalente.

 

O conceito de perda total, ainda de acordo com a SUSEP, pode ser aplicado volume por volume. Para tanto, é necessário que haja a discriminação dos itens na fatura ou no documento fiscal equivalente. Normalmente, aplica-se essa interpretação quando há o transporte de cargas fracionadas. Apenas um alerta: a indenização volume por volume não vale para mercadorias a granel, sem embalagem ou em bloco indivisível.

 

Em caso de perda total, o segurado receberá indenizações referentes a coberturas do frete, de despesas oriundas do sinistro, lucros esperados pelo comprador com a carga e impostos. Este último item requer a contratação de cobertura adicional específica.

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Os casos de perda total que não são indenizados

O contratante do seguro de transporte de cargas deve estar atento aos eventos não cobertos pela apólice e cujos prejuízos não são reembolsáveis. A leitura atenta do contrato revela que o conceito de perda total exclui os seguintes eventos:

– Qualquer tipo de medida sanitária adotada em rodovias, estradas, portos, aeroportos, terminais ferroviários ou de armazenagem;

– Quarentena;

– Desinfecções e fumigações;

– Inverno de rigor excessivo ou mal tempo que pode se prolongar por dias, um efeito conhecido como invernada.

– Estadia em porto, terminal rodoviário, ferroviário, multimodal ou de armazenagem;

– Preparação imprópria do modal para carregamento;

– Perda de mercado;

– Flutuações de preços causadas por qualquer tipo de evento;

– Riscos políticos (atentados terroristas, guerras civis, paralisações, greves e convulsões sociais);

– Riscos de crédito;

– Riscos de garantia financeira.

Análise das necessidades

A empresa interessada na contratação do seguro para o transporte de cargas deve buscar a assessoria de um profissional especializado nesse nicho de mercado. A ele, caberá fazer a análise das especificidades do ramo de negócio, além de identificar necessidades próprias da empresa. O estudo apontará, por exemplo, as coberturas especiais que devem ser contratadas.

Com relação às indenizações por perda total, o profissional poderá orientar a empresa de forma que a organização saiba exatamente a extensão das coberturas e possa se preparar para a ocorrência de sinistros.

Você tem alguma dúvida sobre indenizações por perda total? Quer mais informações sobre o tema? Fale conosco.

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